“Por vezes as pessoas não querem ouvir a verdade, porque não desejam que suas ilusões sejam destruídas”

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Na vida a gente se blinda como pode. Como consegue. Como é possível naquele momento em que vivemos.

Nem sempre nos protegemos da maneira correta, e muitas vezes preferimos nos refugiar em mentiras que nos abraçam e confortam do que encarar uma realidade nua, crua, gelada e dura.

Por algum motivo, de vez em quando, a gente aceita ilusões que nos garantem algum bem-estar momentâneo, mesmo que isso nos afaste da verdade, da compreensão da vida e de suas imperfeições. Nos blindamos das decepções, mas não crescemos como deveríamos.

Na vida, nós nos confundimos, muitas vezes. Confundimos com os sentimentos que as pessoas dizem sentir por nós; com o valor que atribuímos a nós mesmos; nós nos confundimos ao não enxergar lobos sob a pele de cordeiros. Acreditamos nas histórias que contamos e que contam para nós, num esforço sobre-humano de sentir que estamos seguros, que nada nos ameaça, que a vida é estática e linearmente perfeita.