Detetive particular investiga envolvidos em prisão de brasileira

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Andreia Schwartz é considerada uma das responsáveis pela queda do governador de NY. Advogado diz que, em caso de irregularidades, prisão e confisco de bens seriam ilegais

                                                   Foto: Filipe Araújo/Agência Estado

A brasileira Andreia Schwartz - que teve envolvimento no escândalo sexual que acabou na renúncia do ex-governador de Nova York, Eliot Spitzer - contratou um detetive particular para investigar os policiais e promotores envolvidos em sua prisão, em 2006. Andréia foi presa nos Estados Unidos por prostituição, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. 

O advogado Marcelo Rodrigues afirmou ao G1 que o investigador particular Vincent Parco encontrou indícios de que um dos policiais que autuou Andréia estaria respondendo por corrupção. Segundo o advogado, um dos promotores também estaria sendo investigado.

“Se houver indícios de que houve problemas no sistema de instauração do inquérito, isso gera uma nulidade em absoluto do processo. Pode significar que ela ficou presa injustamente e teve os bens confiscados injustamente”, afirma.

Segundo Rodrigues, alguns documentos sobre a prisão da brasileira nos Estados Unidos só devem chegar neste sábado (29) ao Brasil.

“Se houver irregularidades no processo, todos os atos seriam ilegais, tanto a prisão quanto o confisco dos bens. Se ilegal, em tese, poderíamos pleitear uma indenização, já que ela teria sido presa ilegalmente, teria tido seu patrimônio retido e teria sido deportada à margem da lei”, diz Rodrigues.

O advogado afirmou que não descarta entrar com processos contra a polícia de Nova York e contra os promotores, mas afirma que antes de qualquer decisão precisa analisar os documentos que vão chegar ao país.

De acordo com Rodrigues, na próxima semana será definido se a brasileira vai processar ou não a polícia de Nova York e promotores norte-americanos.

 

Fonte: Globo.com/G1